Entrevista com Adal Fonseca

Por Charlis Haubert

17/09/2020

Entrevista com Adal Fonseca

Adalberto da Costa Fonseca Filho, mais conhecido como Adal Fonseca é um baterista e percussionista gaúcho. Adal foi integrante dos Engenheiros do Hawaii de 1996 até 2001. Atualmente tocando com a vocalista Paula Toller (Kid Abelha).

Batemos um papo com ele sobre sua carreira, quarentena e o que esperar do futuro.

Como foi o início da sua carreira. Qual foi o primeiro grande show que você fez? 

Comecei a tocar aos 13 anos, até tarde para quem desde guri assistia os irmãos mais velhos ensaiarem quase todo dia na minha mãe (Santa Gilda de La Torre). Deixei Porto Alegre em 1993, aos 19 anos, rumo ao Rio de Janeiro para fazer uma audição para a banda Sublimes, passei e nunca mais voltei. 

Fiz grandes shows no início da carreira, com a Rosana, o Magal, a Rio Sound Machine, mas a virada do ano 2000, na Avenida Paulista, com o Engenheiros do Hawaii, foi foda. A sensação de tocar para um público de 1 milhão de pessoas foi inesquecível.  

Quais bateristas você destacaria atualmente, independentemente do estilo que toquem? 

São milhares de bateristas novos muito bons. Eu destacaria o Aquiles Priester, o Rafael Bisonho, o Eloy Casagrande, o Diego Jean Vicente (DJV) e o meu filho, Victor Fonseca, que me obedece direitinho … rs. 

Algumas fontes informam que a carreira solo de Paula Toller e a atitude de um empresário, foi o que causou a separação do Kid Abelha… Você era o baterista da banda na época. O que aconteceu? 

A volta do Kid em 2010 foi uma turnê proposta pela T4F que acabou se estendendo até 2013, o que aconteceu é que cada um quis retomar sua carreira solo e com isso pode ter parecido que houve algum desentendimento, mas na verdade foi só o fim da turnê. 

Como você vê o relacionamento da Paula Toller com o Bruno Fortunato e George Israel? 

 Vejo uma amizade de muito carinho, eles estão sempre nos aniversários e shows da Paula, são muito amigos. 

O que o palco representa para você? 

Meu santuário, meu lugar sagrado. 🙏 

Quais são as dificuldades de viver da música hoje? Você acha que as coisas estão mais fáceis ou mais difíceis nos dias atuais? 

Preconceito, falta de incentivo à cultura e pouco valor ao trabalho autoral. Acho que nunca foi tão difícil viver de música. 

Qual está sendo a sua agenda nessa quarentena? O que podemos esperar na volta dos shows da Paula Toller? 

Aproveitando enquanto os shows não voltam para me dedicar a alguns trabalhos autorais, o Osso Project, banda que tenho desde 2004 com o Luciano Granja (guitarrista) e o Café, Chimarrão e Bateria, projeto em que eu e o Rafael Bisonho (baterista) faremos uma série de lives transmitidas pelo Youtube, Instragram e Twitter. Convido todos a nos seguir! 

Na volta dos shows podem esperar que a Paula vai estar ainda mais linda e arrasando com a impecável produção musical do mestre Liminha. Espero vê-los no show! 

Charlis Haubert

Charlis Haubert

Música